Cristiane Framartino Bezerra

Anjos ao redor
17/03/2025

Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber, alguns acolheram anjos.
Hebreus 13:2

 

Em praticamente todas as religiões, há menções aos Anjos, ainda que algumas vezes recebam diferentes nomes.

O mais importante é o que representam...

Mensageiros, portadores de inspiração, de elevação, de boas novas.

Claro que estamos nos referindo aos Anjos de Deus. Porém, há também os "do mal", que tentam nos instigar raiva, mágoa, violência.

Muitos perguntam como identificar quando se está sob a influência de um anjo bom ou um mal...

O Anjo de Deus sempre nos trará uma sensação de leveza e paz indescritíveis.  Soprará nos nossos ouvidos mensagens de encorajamento e fé, perdão, amor e alegria.

Quando o Apóstolo Paulo, na sua carta aos Hebreus, menciona para sermos hospitaleiros, quer nos convidar à generosidade e à gentileza para com todos, indistintamente, porque muitas vezes podemos nos deparar com Anjos "vestidos" de humanos em qualquer lugar e em toda a parte, como observadores das nossas atitudes, nossos gestos, nossos corações...

Assim como identificar os Anjos que nos cercam e as mensagens que nos trazem pode auxiliar para vivermos uma vida melhor e mais feliz, também estendermos que nossa compaixão e empatia a cada próximo do caminho pode nos assegurar felizes encontros com Anjos Queridos, que nos darão ainda mais impulsos para uma vida cheia de fé, propósito e sentido!

Há alguns anos, numa tarde, eu estava saindo de carro da garagem da casa da minha mãe. Ela e uma das minhas irmãs estavam conosco.

Assim que avancei um pouco no meio da rua, apareceu um senhor na janela da porta do carro do meu lado. Levei um susto! Ele sorriu tão bondosamente que não tive escolha a não ser sorrir de volta.

Perguntou se eu sabia onde ficava a Estação Ferroviária, porque desejava pegar um trem para ir à "Franca do Imperador", onde seus familiares moravam.

Expliquei a ele onde era a Estação, mas alertei que não existia mais trens de passageiros ali, só de carga.

Ficou espantado, como se não pudesse acreditar no que eu falava. Mas continuou sorrindo e pensando...

Perguntei então se queria que eu o levasse até a Rodoviária, onde poderia pegar um ônibus para Franca.

Aceitou e assim que minha Mãezinha foi para o banco de trás ele entrou, carregando seu saco, que parecia ser de roupas...

Conversamos alegremente até a Rodoviária. Assim que ele desceu, minha irmã passou para o banco da frente e, ao olharmos novamente na direção dele para nos despedirmos mais uma vez, havia simplesmente desaparecido...

Esta foi uma das experiências que vivemos, mas meu pai, que era caminhoneiro e tinha o mesmo hábito que eu de dar carona, dizia que eram muitas as situações em que dava carona a algum andarilho da estrada e, quando pediam que os deixassem em algum ponto, ele olhava pelo retrovisor e não havia mais ninguém no acostamento.

Que bom se nos mantivermos receptivos e abertos a novos amigos e amigas, tratando com respeito a todas as pessoas...

Quem sabe quantas vezes podemos estar acolhendo e convivendo com Anjos!

 

Cristiane Framartino Bezerra

Historiadora de Religiões, Escritora, Angelóloga

@crisbezerrarp