"O valor do trabalho humano deveria ser medido em Watts de potência", defende o pesquisador
Em uma sociedade que prioriza a produtividade em detrimento do bem-estar, o pensador João Carlos Orquiza propõe nova métrica para mensurar mudanças
Segundo pesquisa divulgada pelo Boston Consulting Group, metade dos trabalhadores em todo o mundo luta contra o esgotamento profissional, popularmente conhecida como Síndrome do Burnout. Com a publicação do livro O Preço da Vida: seu trabalho, sua energia – o verdadeiro motor da economia mundial, o pesquisador teórico-conceitual João Carlos Orquiza defende que esse cenário continuará a piorar se não encontrarmos uma nova maneira de encarar a relação entre esforço humano e produtividade.
Para o autor, a necessidade de produzir bens e serviços alcançou níveis que exigem do trabalhador uma dedicação extenuante. Considerando que o corpo humano produz e armazena energia a nível celular para se manter vivo e utiliza essa mesma energia para qualquer atividade, Orquiza acredita que o valor do trabalho, refletido nos relatórios periódicos, deveria ser medido em Watts de potência, semelhante a uma conta de luz.
A teoria se baseia no fato de que o gasto energético do trabalho deve ser recompensado de forma diretamente proporcional ao esforço despendido. Isso, na visão do estudo, representa uma ruptura com os modelos econômicos tradicionais, tornando a avaliação do trabalho mais justa e sustentável.
Essa hipótese propõe uma reflexão poderosa: medimos a capacidade de um aparelho pela potência pré-estabelecida e sabemos que ele pode queimar ou entrar em curto caso esse limite seja ultrapassado. Então, por que normalizamos que a humanidade seja submetida a rotinas que exaurem as capacidades físicas e mentais para muito além do que consideramos como saudáveis?
A visão proposta pelo pesquisador está em consonância com os princípios da termodinâmica, que considera a transformação de energia como fundamento de todos os processos físicos. Ao focar nos fluxos energéticos — fontes de combustíveis fósseis, fontes renováveis ou esforço humano —, é possível alcançar uma compreensão mais precisa das possibilidades e restrições relacionadas à produção.
A obra, que expande pesquisa publicada originalmente pelo autor na coleção Current progress in Arts and Social Studies research Vol. 2 , resultado da união de conceitos de filosofia, geopolítica, física e sociologia para sustentar o argumento de que, sem a humanidade, a economia não pode existir. “Mais do que isso, sem a energia humana, nada é viabilizado na matéria inerte”, pontua Orquiza.
O Preço da Vida: seu trabalho, sua energia – o verdadeiro motor da economia mundial é leitura essencial para quem deseja compreender os impactos do modelo produtivo atual na saúde humana e na organização da sociedade. Ao propor uma nova métrica para avaliar o trabalho, a obra se torna indispensável para quem busca compensar as bases da economia mundial e refletir sobre alternativas mais humanas e sustentáveis para o futuro.
Ficha técnica
Título: O Preço da Vida: seu trabalho, sua energia – o verdadeiro motor da economia
Autor: João Carlos Orquiza
ISBN: 978-65-01-24959-9
Páginas: 115
Preço: R$ 51,82
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Sobre o autor
Enquanto se aprofunda nos estudos e psicologia, João Carlos Orquiza investiga a interseção entre ciência e economia, explorando como as estruturas biológicas humanas se conectam à cultura, aos transtornos mentais e à sustentabilidade econômica global. Observador e pensador teórico-conceitual autodidata, é crítico das abordagens intervencionistas e comerciais na pesquisa científica. Publicou em revistas acadêmicas renomadas, incluindo um capítulo expandido do livro “ O Preço da Vida , Seu trabalho, sua energia, o verdadeiro motor da economia mundial” e desenvolve modelos teóricos sobre a centralidade da energia humana na economia mundial.
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Ana Paula Gonçalves | anapaula@lcagencia.com.br
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